Em fevereiro, tem Carnaval! E no cinema brasileiro a festa também esteve bastante presente, em diversas produções que valem a menção.
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Humberto Mauro foi um importante nome brasileiro que levou o carnaval ao mundo do cinema. Em 1933, realizou seu primeiro filme falado:
"A Voz do Carnaval", que mostrava vários cantores, como Carmem Miranda, interpretando marchinhas carnavalescas. Cenas ao vivo e de estúdio foram mescladas, numa espécie de semi-documentário, que também insere a figura do Rei Momo. Mauro parecia gostar de Carnaval ou do que o movimento revelava socialmente. Outra obra sua, "Favela dos Meus Amores" foi o primeiro a retratar uma favela e a contar a história de uma escola de samba. A Portela participou, não somente como um conjunto de situações fictícias, mas contagiando com o seu samba.
Humberto Mauro foi um importante nome brasileiro que levou o carnaval ao mundo do cinema. Em 1933, realizou seu primeiro filme falado:
"A Voz do Carnaval", que mostrava vários cantores, como Carmem Miranda, interpretando marchinhas carnavalescas. Cenas ao vivo e de estúdio foram mescladas, numa espécie de semi-documentário, que também insere a figura do Rei Momo. Mauro parecia gostar de Carnaval ou do que o movimento revelava socialmente. Outra obra sua, "Favela dos Meus Amores" foi o primeiro a retratar uma favela e a contar a história de uma escola de samba. A Portela participou, não somente como um conjunto de situações fictícias, mas contagiando com o seu samba..
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"Orfeu Negro" (Oephée Noir), de Marceu Camus, baseada na peça de Vinícius de Moraes. A produção francesa de 1959, Por sua visão ingenuamente idílica dos morros cariocas e sua gente — e sobretudo pelas músicas que as duplas Antonio Carlos Jobim-Vinicius de Moraes e Luiz Bonfá-Antônio Maria compuseram especialmente para o filme —"Orfeu Negro" fez sucesso até em lugares onde ninguém tinha a mais remota idéia do que era uma escola de samba. No elenco, atores brasileiros e franceses se misturaram para reviver o drama de Carnaval, que reflete as hierarquias sociais, além das diferenças entre a capital e o interior. O filme ganhou Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Globo de Ouro e Palma de Ouro em Cannes.
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.Quarenta anos depois, Cacá Diegues refilma o sucesso como "Orfeu". Com Toni Garrido como protagonista e Patrícia França, além de Zezé Motta, Milton Gonçalves, Cássio Gabus Mendes e, inclusive, o humorista Castrinho. A segunda versão ganhou música de Caetano Veloso e componentes mais atuais na história, como a presença dos traficantes das favelas cariocas. Mas reconta a história de paixão e tragédia de Orfeu e Eurídice. O filme foi sucesso de bilheteria e foi o representante brasileiro ao Oscar 2000, mas ficou fora das indicações.
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Fernando Spencer foi outro importante autor, que porduziu diversos curtas e documentários sobre o Carnaval. Em 1974, "Caboclinhos do Recife", documentário em Super 8, em 10 minutos, foi o primeiro a retratar o Carnaval, tema recorrente na vida do autor. Ganhou prêmio de Melhor Filme do I Festival Brasileiro de Cinema de Curitiba (PR). Em 1975, Spencer produziu "O Teu Cabelo Não Nega", também em Super 8, também sobre Carnaval. Outra obra importante na carreira do autor-diretor é "Capiba: ontem, hoje e sempre" (1984), abordando a vida do músico, considerado o maior compositor de frevo de Pernambuco. Quatro anos depois, "Trajetória do Frevo", obra em 35 mm, de 9 minutos de duração, contaria com ilustrações do desenhista Antônio Clériston e narração do poeta paraibano Jommard Muniz de Brito. A obra considerada "prima" de Spencer é "Os Irmãos Valença" (2003), documentário de 11 minutos, que retoma o tema do Carnaval, fazendo uma espécie de colagem com outras obras do autor.
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."Alô Alô Carnaval", de Adhemar Gonzaga e Wallace Downey Rodado no ano de 1936 nos estúdios da Cinédia, a história conta as dificuldades de dois produtores em custear a revista musical Banana da Terra. No elenco, nomes como Oscarito, Jorge Murad, Francisco Alvez, Dircinha e Linda Batista, Lamartine Babo, Almirante e Carmen Miranda.
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."Carnaval Atlântida", de José Carlos Burle. Um dos maiores clássicos do gênero. Chega a ser um tratado do cinema da grande época dos estúdios nacionais. O enredo é sobre a tentativa de um produtor em montar no Brasil um épico grego e que acaba saindo um épico carnavalesco. O filme foi rodado em 1952 e conta no elenco com Oscarito, Blecaute, Nora Ney, José Lewgoy e outros. Um dos grandes nomes da chanchada nacional. O carnaval na nossa Hollywood.
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"Carne de Carnaval", Mayra Jucá O carnaval de Olinda ganha registro por meio de declarações de moradores da cidade pernambucana. Rodado em 2002 e com 15 minutos de duração.
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."Banda de Ipanema", de Paulo Cezar Saraceni. A mais importante banda de música da cidade do Rio de Janeiro tem sua história, juntamente com a do bairro, retratada nesse longa-documentário de 86 minutos rodado em 2002. As construções se dão por meio de imagens antigas e depoimentos atuais de músicos e moradores do bairro. A banda foi fundada em 1965.
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"Jorjão", de Paulo Tiefenthaler. As famosas paradinhas na bateria das escolas de samba e a influência do funk têm dono, o mestre de bateria Jorjão. A Mocidade Independente de Padre Miguel agradece a Jorjão. Registro com apenas 13 minutos, finalizado em 2002.
(Baseado em texto de Cristina Moura)
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Um bom Carnaval a todos! Curtam de boa!



O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
