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13 junho, 2012

Infográfico Filmes 2011 - Pipoca com Manteiga

Semana passada anunciei o Aplicativo para smartphones da Nokia, hoje é com grande prazer que apresento o primeiro infográfico realizado pelo Pipoca com Manteiga! Veio com certo atraso, é verdade, mas foi uma experiência que acredito ter resultado em um trabalho muito legal e que pretendo seguir daqui pra frente, com outras temáticas do cinema. O primeiro infográfico é dedicado às produções cinematográficas vistas ano passado pelo blogueiro e que estão listados na página Filmes 2011. São dados como as nacionalidades dos longa-metragens, quais as cotações foram atribuídas, de quais décadas são, quais características de gêneros e mais! Além disso, também aponto outras curiosidades, como quantos filmes foram vistos no cinema, quantas horas de projeção  no total e quantos Oscars os filmes vistos levaram! Espero que gostem do material e que torçam pelos próximos que estão por vir!



04 fevereiro, 2011

Um Lugar Qualquer


Quando você tenta errar e consegue, você está diante de um paradoxo. Assim Sofia Coppola prepara a armadilha de "Um Lugar Qualquer". O filme é uma clara tentativa de personificar o tédio e o vazio. E consegue. É o puro elogio ao ócio. Não há pressa alguma aqui, desde o primeiro instante Coppola lhe alerta que mesmo um carro em alta velocidade não terá emoção alguma. Tal como seu protagonista Johnny Marco (Stephen Dorff), o ator mega star de filmes de ação que leva a vida em câmera lenta.

Pobre menino rico. Dinheiro, fama, mulheres, Ferrari, hotéis, tédio... E a eterna procura pelo seu Rosebud. Por algo que lhe coloque de volta ao mundo real e lhe dê o mínimo sentido na vida. Uma procura silenciosa, é bem verdade. Aquele saber que está faltando algo e não saber exatamente o que, nem ao menos se esforçar para isso. Ele não vai atrás das respostas, apenas espera sonolentemente que elas cheguem a sua porta. E se você sabe que o protagonista tem uma filha, já deve ter ligado as pontas. 

Esperar é a sua verdadeira vocação. E desde o início da sessão você já foi alertado que as cenas possuirão a metalinguagem do seu protagonista. Se você não está enxergando direito, vem um zoom in a passos de tartaruga tentar lhe mostrar. Você será paciente, não será? Não há escolha. Então você vai até a cozinha, abre a geladeira pra pensar, não acha nada interessante, acaba pegando uma garrafa de água, fecha a geladeira, deixa a garrafa de água em cima da mesa, abre o armário, pega o copo, fecha o armário, coloca o copo em cima da mesa, coloca um pouco de água no copo, abre a geladeira, devolve a garrafa dentro, fecha a geladeira, pega o copo, bebe a sua água e decide voltar pra sala. E o zoom in ainda não acabou. Mas não se preocupe, apenas o tédio passou por ali, como sempre foi a proposta do filme.

Genial, não? Será? Coppola faz um filme tão receita de bolo quanto o de uma sessão da tarde. Mas há preguiça suficiente pra misturar os ingredientes.  Mas a proposta sempre foi essa. É deixar tudo em cima da mesa e com tempo suficiente pra você perceber que dali sairá algo. Já percebeu? Ok, era só isso. Pega-se o clichê, muda um pouco aqui, pinta diferente ali e voilá! Ou vai dizer que nunca viu um pai ausente dividindo sorvete com a filha, jogando guitar hero e esquecendo que ela já faz patinação há 3 anos? Coloque o nome de Sofia Coppola na frente e adicione cenas fragmentadas. Parece cult agora! 

Um lugar qualquer, que decide ir a lugar nenhum. E essa é a real intenção do filme. Tentar ser tedioso e conseguir. Um lindo paradoxo. Um poeta que se encanta (e se contenta) com o papel em branco. 


Um Lugar Qualquer
(Somewhere, de Sofia Coppola, EUA, 2010)
Com: Stephen Dorff, Elle Fanning, Chris Pontius, Karissa Shannon, Kristina Shannon.

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